Dados do Portal da Transparência do SNS, publicados pela ACSS, DE-SNS, INFARMED, SPMS e INEM, e do registo de contratos públicos do IMPIC (domínio público). Reutilizados ao abrigo da Lei n.º 68/2021. Não é um serviço oficial do SNS.
Lisboa · Lisboa e Vale do Tejo
Hospital de Cascais
Hospital de Cascais Dr. José de Almeida
Indicadores
30
Dados desde
2013
Natureza
Parceria público-privada
Compara-se com
16 unidades
Parceria público-privada. Única unidade hospitalar do continente fora do modelo ULS — comparações de eficiência com ULS não são equivalentes.
Mortalidade ajustada ao risco
0,94
6 % menos óbitos do que o esperado
3234 óbitos observados, 3431 esperados · intervalo de 95 %: 0,91 a 0,98
Comparação corrigida pelo tipo de doentes que a unidade recebe — capítulo de diagnóstico, idade e sexo. É o único indicador desta página que permite comparar mortalidade entre hospitais. Período: 2021-01 a 2025-10.
Face à mediana das 43 unidades do SNS, a Hospital de Cascais está 9 vezes melhor, 2 vezes em linha e 6 vezes pior, nos 17 indicadores em que a comparação faz sentido.
Cautela. Isto é uma contagem, não uma avaliação. Salvo a mortalidade ajustada ao risco, nenhum destes indicadores corrige o tipo de doentes que a unidade recebe: um hospital que trata casos mais graves fica abaixo da mediana sem que isso signifique piores cuidados. Estar acima em mais indicadores do que abaixo não faz de uma unidade melhor do que outra. 13 indicadores ficaram de fora por serem neutros — subir ou descer não é bom nem mau.
Acesso
Quanto se espera para ser atendido
Consultas médicas hospitalares
12 meses até mai. 2026
257 763
mediana nacional: 289 709
jan. 2013mai. 2026
Máximo 25 493 em mar. 2026 · mínimo 7393 em abr. 2020
Atendimentos em urgência com prioridade alta (vermelho e laranja)
12 meses até mai. 2026
12,4 %
mediana nacional: 10,7 %
15 662 em 126 447
mediana
7,0 %18,4 %
abr. 2015metade das unidadesmediana nacionalmai. 2026
Máximo 17,6 % em dez. 2023 · mínimo 7,8 % em ago. 2015
Cautela. Uma proporção alta de prioridades urgentes pode indicar boa filtragem da procura não urgente, ou uma população mais doente. Não é, por si, medida de qualidade.
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalmai. 2026
Máximo 40,8 % em ago. 2025 · mínimo 19,0 % em mai. 2021
Cautela. Não ajustado ao risco. Maternidades que recebem gravidezes de alto risco, ou que servem populações mais velhas, têm taxas legitimamente mais altas. Uma taxa acima da referência não indica, por si só, má prática.
Referência histórica da OMS: 10 a 15 %. É o consenso de 1985 — em 2015 a OMS deixou de fixar um alvo, por concluir que a taxa ideal é desconhecida e que, acima de 10 %, mais cesarianas não estão associadas a menos mortes de mães ou de recém-nascidos. Está na escala como marco de leitura, não como meta a atingir. Organização Mundial da Saúde, Declaração sobre taxas de cesarianas, 2015 (WHO/RHR/15.02).
Cesarianas em gravidezes de termo, feto único e de cabeça para baixo
12 meses até mai. 2026
33,3 %
▼4,5 pontos abaixo da mediana nacional
564 em 1692
mediana
16,1 %43,1 %
A taxa de cesarianas restrita às gravidezes de um só feto, de cabeça para baixo, às 37 semanas ou mais — fora ficam as situações em que a cesariana é quase sempre a decisão certa: prematuridade, apresentação pélvica, gémeos. Não exclui, porém, as mulheres com cesariana anterior.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalmai. 2026
Máximo 41,2 % em ago. 2025 · mínimo 18,0 % em nov. 2016
Cautela. Sobe acima da taxa global em 35 das 37 maternidades, e a razão está no indicador seguinte: quem já teve uma cesariana volta quase sempre a tê-la, e esses partos são de termo, unifetais e cefálicos — caem todos dentro deste grupo. Não é, por isso, a medida ajustada ao risco que o nome sugere: para isso seria preciso excluir também a cesariana anterior, e a ACSS não publica esse indicador de forma utilizável (ver reference/NOTAS.md, secção 22).
▼0,9 pontos abaixo da mediana do Grupo C (17 unidades semelhantes: 10,7 %)
mediana
0,0 %29,5 %
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalmai. 2026
Máximo 27,3 % em jan. 2018 · mínimo 0,0 % em jan. 2014
Cautela. A fonte publica apenas a taxa, sem numerador nem denominador. Não é possível agregar corretamente vários meses nem ajustar ao risco: mostramos o valor mensal tal como publicado, sem o somar a outros períodos.
Entre as grávidas de termo, com um só feto de cabeça para baixo e uma cesariana anterior, a proporção que teve parto vaginal. Mede se o hospital oferece essa possibilidade ou se trata a cesariana anterior como decisão definitiva. Em Portugal, a mediana das maternidades é de zero: a primeira cesariana determina, na prática, todos os partos seguintes.
fev. 2015metade das unidadesmediana nacionalago. 2025
Máximo 43,8 % em out. 2016 · mínimo 0,0 % em ago. 2017
Cautela. Nem toda a mulher com cesariana anterior é candidata a parto vaginal, e a escolha informada da grávida é uma razão legítima para não o tentar. Uma taxa alta não é, por si, melhor cuidado.
Proporção de doentes que voltaram a ser internados no prazo de 30 dias após a alta. É a medida clássica de alta prematura ou de continuidade de cuidados mal assegurada depois de sair do hospital.
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalmai. 2026
Máximo 8,5 % em mar. 2015 · mínimo 2,8 % em jun. 2020
Cautela. Não está ajustado à gravidade. Doentes crónicos e idosos reinternam mais por razões alheias ao internamento anterior — e um hospital que trate doentes mais graves aparece pior sem que isso signifique pior cuidado.
Porque é que a taxa sobe quando se olha para o grupo de menor risco
Sobe em 35 das 37 maternidades do país: a mediana passa de 33,7 % para 37,9 %. A causa está no indicador de partos vaginais após cesariana, acima: quem já teve uma cesariana volta quase sempre a tê-la, e esses partos são de termo, unifetais e cefálicos.
Segurança
Danos que o internamento causou, e não a doença
Embolia pulmonar ou trombose venosa profunda pós-operatória
12 meses até mai. 2026
662 por 100 mil
▲93 % acima da mediana nacional
▲119 % acima da mediana do Grupo C (17 unidades semelhantes: 303 por 100 mil)
22 em 3323
Coágulos surgidos depois da cirurgia, por cada 100 000 episódios cirúrgicos elegíveis. É um evento em grande parte evitável com profilaxia adequada, e por isso é usado como medida de segurança e não de gravidade.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalmai. 2026
Máximo 1818 por 100 mil em ago. 2020 · mínimo 0 por 100 mil em jan. 2015
Embolia pulmonar ou trombose venosa profunda pós-operatória — cada unidade do Grupo C contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Ctaxa do país
A referência é a taxa do Grupo C — 305 por 100 mil contra 389 por 100 mil no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. 4 unidades saem dos limites — ULS Alto Alentejo, ULS Alto Ave, ULS Matosinhos, Hospital de Cascais. Fora do funil: Hospital de Cascais está acima do que a variação aleatória explica.
Cautela. Depende de se procurar. Um hospital que faça mais exames de imagem encontra mais tromboses — o chamado viés de deteção — e aparece pior do que um que as não procure.
Infeções da corrente sanguínea associadas a cateter venoso central
12 meses até mai. 2026
0,0 ‰
■em linha com a mediana nacional
▼100 % abaixo da mediana do Grupo C (17 unidades semelhantes: 0,07 ‰)
0 em 7453
Episódios por mil em que o doente contraiu uma infeção da corrente sanguínea associada ao cateter venoso central, em adultos e em neonatologia. É a infeção hospitalar sobre a qual há mais evidência de que se previne com protocolo — as chamadas «bundles» de colocação e manutenção.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalmai. 2026
Máximo 4,9 ‰ em jan. 2020 · mínimo 0,0 ‰ em jan. 2015
Infeções da corrente sanguínea associadas a cateter venoso central — cada unidade do Grupo C contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Ctaxa do país
A referência é a taxa do Grupo C — 0,14 ‰ contra 0,27 ‰ no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. Nenhuma unidade do Grupo C sai dos limites neste indicador. Dentro do funil: com 7453 episódios, este valor não se distingue das outras unidades do Grupo C.
Cautela. Depende do registo e da procura ativa: um serviço que faça hemoculturas por rotina encontra mais infeções do que um que só as peça perante suspeita clínica.
Lacerações graves em partos vaginais instrumentados
12 meses até mai. 2026
4,3 %
▲1,1 pontos acima da mediana nacional
▲0,6 pontos acima da mediana do Grupo C (16 unidades semelhantes: 3,7 %)
18 em 421
mediana
0,0 %17,5 %
Lacerações de 3.º e 4.º grau — as que atingem o esfíncter anal — em partos vaginais assistidos por fórceps ou ventosa. É um dos indicadores de segurança obstétrica da OCDE.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalmai. 2026
Máximo 16,2 % em jun. 2023 · mínimo 0,0 % em fev. 2015
Lacerações graves em partos vaginais instrumentados — cada unidade do Grupo C contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Ctaxa do país
A referência é a taxa do Grupo C — 3,8 % contra 3,7 % no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. Nenhuma unidade do Grupo C sai dos limites neste indicador. Dentro do funil: com 421 episódios, este valor não se distingue das outras unidades do Grupo C.
Cautela. O parto instrumentado tem, por si, mais risco de laceração grave do que o parto espontâneo; por isso os dois indicadores estão separados e não se somam. Também aqui o registo pesa: uma laceração não codificada não aparece.
Lacerações graves em partos vaginais não instrumentados
12 meses até mai. 2026
1,3 %
▲0,8 pontos acima da mediana nacional
▲0,7 pontos acima da mediana do Grupo C (17 unidades semelhantes: 0,6 %)
16 em 1201
mediana
0,0 %5,8 %
Lacerações de 3.º e 4.º grau em partos vaginais espontâneos, sem fórceps nem ventosa.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalmai. 2026
Máximo 5,4 % em fev. 2017 · mínimo 0,0 % em jan. 2015
Lacerações graves em partos vaginais não instrumentados — cada unidade do Grupo C contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Ctaxa do país
A referência é a taxa do Grupo C — 0,9 % contra 0,8 % no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. Nenhuma unidade do Grupo C sai dos limites neste indicador. Dentro do funil: com 1201 episódios, este valor não se distingue das outras unidades do Grupo C.
Cautela. Não está ajustado ao risco da grávida. Tal como no parto instrumentado, um valor baixo pode significar menos lesões ou menos registo.
▲77 % acima da mediana do Grupo C (17 unidades semelhantes: 382 por 100 mil)
5 em 739
Casos de sépsis surgidos depois de uma cirurgia programada, por cada 100 000 episódios cirúrgicos elegíveis. Conta apenas cirurgia eletiva: uma infeção generalizada a seguir a uma operação marcada com antecedência é o tipo de acontecimento que a segurança hospitalar existe para evitar.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalmai. 2026
Máximo 8081 por 100 mil em jul. 2015 · mínimo 0 por 100 mil em set. 2015
Sépsis pós-operatória — cada unidade do Grupo C contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Ctaxa do país
A referência é a taxa do Grupo C — 525 por 100 mil contra 738 por 100 mil no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. 2 unidades saem dos limites — ULS Lezíria, ULS Tâmega e Sousa. Dentro do funil: com 739 episódios, este valor não se distingue das outras unidades do Grupo C.
Cautela. Sensível à codificação e ao perfil dos doentes operados. Hospitais que operam doentes mais complexos têm mais risco, e o indicador não o ajusta.
▲202 % acima da mediana do Grupo C (17 unidades semelhantes: 0,88 ‰)
9 em 3368
Episódios de internamento por mil em que o doente desenvolveu uma úlcera de pressão. O denominador já exclui os episódios em que a úlcera não é atribuível ao internamento — estadias curtas e doentes admitidos com a lesão, entre outros.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalmai. 2026
Máximo 27,32 ‰ em mar. 2020 · mínimo 0,0 ‰ em mai. 2015
Úlceras de pressão adquiridas no internamento — cada unidade do Grupo C contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Ctaxa do país
A referência é a taxa do Grupo C — 0,83 ‰ contra 0,85 ‰ no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. 1 unidade sai dos limites — Hospital de Cascais. Fora do funil: Hospital de Cascais está acima do que a variação aleatória explica.
Cautela. Depende do registo. Um hospital que codifique bem as suas úlceras aparece pior do que um que as não registe — e a diferença entre unidades pode medir a qualidade do registo em vez da qualidade do cuidado.
Segurança e mortalidade ajustada ao risco — dois métodos independentes
Nas 39 unidades com os dois valores, a correlação é 0,01 — nenhuma relação visível. O terço com mais índice de segurança tem mediana de 1,11; o terço com menos, 0,98.
As 14 unidades do Grupo C — as que se comparam com esta — estão marcadas a cheio.
O eixo horizontal resume os seis indicadores de segurança em desvios face à taxa do país; o vertical é o rácio entre mortes observadas e esperadas, padronizado por capítulo de diagnóstico, idade e sexo. Medem coisas diferentes por caminhos diferentes: concordarem reforça ambos, discordarem diz que cada um vê o que o outro não vê. Nenhum dos dois mede a qualidade do cuidado diretamente.
Capacidade
Meios humanos e atividade
Proporção de cirurgias urgentes no total
12 meses até mai. 2026
10,5 %
mediana nacional: 10,9 %
2205 em 20 988
mediana
5,0 %54,1 %
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalmai. 2026
Máximo 50,7 % em abr. 2020 · mínimo 8,4 % em fev. 2023
Unidades de produção ajustadas à complexidade por cada médico equivalente a tempo completo. É a medida de produtividade que a ACSS usa, e a única que permite comparar quadros médicos de hospitais que tratam coisas diferentes.
jan. 2013fev. 2014
Máximo 23 em dez. 2013 · mínimo 3 em ago. 2013
A fonte não apurou 29 meses (jan. 2024 a mai. 2026). Publicou 0,0 % onde não tem apuramento, depois de a instituição vir a reportar valores — e um zero desses leria-se aqui como o melhor resultado do país. Esses meses ficam de fora do valor, do gráfico e da mediana nacional.
Cautela. Um valor alto tanto pode significar uma equipa produtiva como uma equipa a menos para o trabalho que tem. O indicador não distingue as duas coisas, e a leitura isolada de qualquer uma delas seria abusiva.
Proporção de internamentos que passaram dos 30 dias. Uma parte destes são doentes que já têm alta clínica e continuam na cama por não haver resposta social ou de cuidados continuados — camas de agudos ocupadas por quem já não precisa delas.
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalmai. 2026
Máximo 4,3 % em mai. 2020 · mínimo 0,4 % em ago. 2013
Cautela. Mede tanto a eficiência do hospital como a falta de respostas fora dele. A causa não vem nos dados.
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalmai. 2026
Máximo 149,0 % em nov. 2019 · mínimo 41,2 % em out. 2019
Cautela. O denominador é a lotação praticada, que varia com camas abertas e encerradas. Ocupação alta pode significar eficiência ou pressão excessiva; ocupação baixa pode significar folga ou camas encerradas por falta de pessoal.