Dados do Portal da Transparência do SNS, publicados pela ACSS, DE-SNS, INFARMED, SPMS e INEM, e do registo de contratos públicos do IMPIC (domínio público). Reutilizados ao abrigo da Lei n.º 68/2021. Não é um serviço oficial do SNS.
Lisboa · Lisboa e Vale do Tejo
ULS Lisboa Ocidental
Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental, E. P. E.
Indicadores
51
Dados desde
2013
Natureza
Unidade Local de Saúde
Compara-se com
5 unidades
Mortalidade ajustada ao risco
0,94
6 % menos óbitos do que o esperado
5945 óbitos observados, 6361 esperados · intervalo de 95 %: 0,91 a 0,96
Comparação corrigida pelo tipo de doentes que a unidade recebe — capítulo de diagnóstico, idade e sexo. É o único indicador desta página que permite comparar mortalidade entre hospitais. Período: 2021-01 a 2025-10.
É a população pela qual esta unidade é responsável, e o denominador que torna as contagens comparáveis entre unidades de dimensão diferente.
Poupança estimada pela ACSS
99,0 M€
é o que a ACSS estimava, em 2023, que esta unidade pouparia em gastos operacionais se igualasse a mais eficiente do Grupo E
resultado operacional de -71,9 M€, que passaria a 27,1 M€
Estimativa da ACSS, indicativa e não cumulativa: reflete o posicionamento face à unidade mais eficiente do grupo, não uma medida de desperdício. A unidade mais eficiente tem, por construção, poupança zero. A ACSS deixou de fazer este cálculo para as Unidades Locais de Saúde depois da reforma de 2024 — 2023 é o último ano em que cobriu o sistema.
Contratos públicos
1,39 mil M€
13 758 contratos, 2012–2026
29 % do valor por ajuste direto
3271 € contratados por doente padrão, em 2024–2026
2,3 M€ acrescentados a 26 contratos depois de assinados
Medicamentos e equipamento médico1,1 mil M€
Serviços de saúde e ação social63,8 M€
Resíduos, limpeza e ambiente40,3 M€
Maior fornecedor: VIIVHIV HEALTHCARE, UNIPESSOAL LDA (44,3 M€). O ajuste direto é legal, mas concentrar nele a despesa reduz a concorrência. Fonte: IMPIC · Portal BASE — o registo integral dos contratos públicos do país, em domínio público.
Leitura de conjunto
27 indicadores comparáveis
Face à mediana das 43 unidades do SNS, a ULS Lisboa Ocidental está 10 vezes melhor, 7 vezes em linha e 10 vezes pior, nos 27 indicadores em que a comparação faz sentido.
Cautela. Isto é uma contagem, não uma avaliação. Salvo a mortalidade ajustada ao risco, nenhum destes indicadores corrige o tipo de doentes que a unidade recebe: um hospital que trata casos mais graves fica abaixo da mediana sem que isso signifique piores cuidados. Estar acima em mais indicadores do que abaixo não faz de uma unidade melhor do que outra. 24 indicadores ficaram de fora por serem neutros — subir ou descer não é bom nem mau.
Acesso
Quanto se espera para ser atendido
Consultas médicas hospitalares
12 meses até mai. 2026
498 506
mediana nacional: 289 709
1002,2 por mil utentes inscritos · mediana nacional 1013,0
jan. 2013reforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 47 253 em out. 2024 · mínimo 25 879 em abr. 2020
Atendimentos em urgência com prioridade alta (vermelho e laranja)
12 meses até mai. 2026
7,7 %
mediana nacional: 10,7 %
10 110 em 131 487
mediana
1,5 %11,4 %
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 10,6 % em dez. 2023 · mínimo 2,2 % em jul. 2019
Cautela. Uma proporção alta de prioridades urgentes pode indicar boa filtragem da procura não urgente, ou uma população mais doente. Não é, por si, medida de qualidade.
■em linha com a mediana nacionalda mediana do Grupo E (6 unidades semelhantes: 6,9 %)
11 423 em 166 021
mediana
4,2 %11,6 %
Proporção do consumo hospitalar de antibióticos que corresponde a carbapenemes, medida em dose diária definida. São antibióticos de última linha para bactérias multirresistentes: quanto mais se usam, mais depressa se perde a única arma que resta contra elas.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024abr. 2026
Máximo 11,1 % em ago. 2017 · mínimo 4,7 % em dez. 2024
Cautela. Não está ajustado ao doente. Um centro oncológico, de transplantação ou com muitos cuidados intensivos usa legitimamente mais carbapenemes, porque trata doentes imunodeprimidos e com infeções mais graves. É uma proporção, não um volume: um hospital que reduza todos os antibióticos por igual mantém o mesmo valor. A fonte atribui a cada hospital um grupo de comparação da ACSS (A a F, mais psiquiátricos), que seria a base justa para comparar — o snsRadar mostra por agora a mediana de todas as unidades.
▼4 % abaixo da mediana do Grupo E (6 unidades semelhantes: 50,5 por 1000 dias)
11 160 em 230 192
O mesmo, restrito aos carbapenemes — os antibióticos de última linha para bactérias multirresistentes. Lido ao lado do peso dos carbapenemes, separa duas coisas que a proporção confunde: usar muitos antibióticos e usar os errados.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024abr. 2026
Máximo 82,1 por 1000 dias em mar. 2015 · mínimo 31,3 por 1000 dias em dez. 2024
Cautela. Ver o consumo total. Um centro oncológico ou de transplantação usa legitimamente mais carbapenemes.
Peso das fluoroquinolonas no consumo de antibióticos
12 meses até abr. 2026
4,4 %
▼0,2 pontos abaixo da mediana nacional
▼1,6 pontos abaixo da mediana do Grupo E (6 unidades semelhantes: 5,9 %)
10 959 em 251 746
mediana
1,9 %15,3 %
Proporção do consumo hospitalar de antibióticos que corresponde a fluoroquinolonas. São um alvo clássico dos programas de uso responsável: selecionam resistências com rapidez e estão associadas à infeção por Clostridioides difficile.
Consumo total de antibióticos por 1000 dias de internamento
12 meses até abr. 2026
712,6 por 1000 dias
■em linha com a mediana nacional
▼11 % abaixo da mediana do Grupo E (6 unidades semelhantes: 802,4 por 1000 dias)
166 021 em 232 990
Doses diárias definidas de antibiótico por cada mil dias de internamento. É a medida com que a ECDC compara hospitais e países — e, ao contrário do peso de cada classe, mede quanto se usa e não só o quê.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024abr. 2026
Máximo 920,2 por 1000 dias em out. 2021 · mínimo 553,9 por 1000 dias em set. 2021
Cautela. Junta duas fontes com perímetros próprios: as DDD são de todo o hospital e os dias de internamento só do internamento. Um hospital com muito ambulatório ou hospital de dia aparece com consumo mais alto por dia de cama sem que isso signifique prescrever pior. Também não está ajustado ao doente.
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 46,2 % em ago. 2024 · mínimo 18,2 % em jan. 2021
Cautela. Não ajustado ao risco. Maternidades que recebem gravidezes de alto risco, ou que servem populações mais velhas, têm taxas legitimamente mais altas. Uma taxa acima da referência não indica, por si só, má prática.
Referência histórica da OMS: 10 a 15 %. É o consenso de 1985 — em 2015 a OMS deixou de fixar um alvo, por concluir que a taxa ideal é desconhecida e que, acima de 10 %, mais cesarianas não estão associadas a menos mortes de mães ou de recém-nascidos. Está na escala como marco de leitura, não como meta a atingir. Organização Mundial da Saúde, Declaração sobre taxas de cesarianas, 2015 (WHO/RHR/15.02).
Cesarianas em gravidezes de termo, feto único e de cabeça para baixo
12 meses até mai. 2026
39,0 %
■em linha com a mediana nacional
173 em 444
mediana
15,3 %54,5 %
A taxa de cesarianas restrita às gravidezes de um só feto, de cabeça para baixo, às 37 semanas ou mais — fora ficam as situações em que a cesariana é quase sempre a decisão certa: prematuridade, apresentação pélvica, gémeos. Não exclui, porém, as mulheres com cesariana anterior.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 51,8 % em abr. 2023 · mínimo 18,0 % em ago. 2016
Cautela. Sobe acima da taxa global em 35 das 37 maternidades, e a razão está no indicador seguinte: quem já teve uma cesariana volta quase sempre a tê-la, e esses partos são de termo, unifetais e cefálicos — caem todos dentro deste grupo. Não é, por isso, a medida ajustada ao risco que o nome sugere: para isso seria preciso excluir também a cesariana anterior, e a ACSS não publica esse indicador de forma utilizável (ver reference/NOTAS.md, secção 22).
■em linha com a mediana nacionalda mediana do Grupo E (6 unidades semelhantes: 16,2 %)
mediana
2,1 %19,0 %
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024dez. 2025
Máximo 17,9 % em jan. 2023 · mínimo 3,2 % em jan. 2022
Cautela. A fonte publica apenas a taxa, sem numerador nem denominador. Não é possível agregar corretamente vários meses nem ajustar ao risco: mostramos o valor mensal tal como publicado, sem o somar a outros períodos.
▼1 pontos abaixo da mediana do Grupo E (6 unidades semelhantes: 1,0 %)
0 em 55
mediana
0,0 %42,3 %
Entre as grávidas de termo, com um só feto de cabeça para baixo e uma cesariana anterior, a proporção que teve parto vaginal. Mede se o hospital oferece essa possibilidade ou se trata a cesariana anterior como decisão definitiva. Em Portugal, a mediana das maternidades é de zero: a primeira cesariana determina, na prática, todos os partos seguintes.
mai. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024dez. 2024
Máximo 39,1 % em jul. 2015 · mínimo 0,0 % em mar. 2019
Cautela. Nem toda a mulher com cesariana anterior é candidata a parto vaginal, e a escolha informada da grávida é uma razão legítima para não o tentar. Uma taxa alta não é, por si, melhor cuidado.
▼2,8 pontos abaixo da mediana do Grupo E (6 unidades semelhantes: 5,5 %)
190 em 7076
mediana
0,0 %10,6 %
Proporção de doentes que voltaram a ser internados no prazo de 30 dias após a alta. É a medida clássica de alta prematura ou de continuidade de cuidados mal assegurada depois de sair do hospital.
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 9,9 % em fev. 2014 · mínimo 0,7 % em mai. 2026
Cautela. Não está ajustado à gravidade. Doentes crónicos e idosos reinternam mais por razões alheias ao internamento anterior — e um hospital que trate doentes mais graves aparece pior sem que isso signifique pior cuidado.
Porque é que a taxa sobe quando se olha para o grupo de menor risco
Sobe em 35 das 37 maternidades do país: a mediana passa de 33,7 % para 37,9 %. A causa está no indicador de partos vaginais após cesariana, acima: quem já teve uma cesariana volta quase sempre a tê-la, e esses partos são de termo, unifetais e cefálicos.
Segurança
Danos que o internamento causou, e não a doença
Embolia pulmonar ou trombose venosa profunda pós-operatória
12 meses até mai. 2026
292 por 100 mil
▼15 % abaixo da mediana nacional
▼38 % abaixo da mediana do Grupo E (6 unidades semelhantes: 473 por 100 mil)
8 em 2737
Coágulos surgidos depois da cirurgia, por cada 100 000 episódios cirúrgicos elegíveis. É um evento em grande parte evitável com profilaxia adequada, e por isso é usado como medida de segurança e não de gravidade.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 1511 por 100 mil em fev. 2021 · mínimo 0 por 100 mil em fev. 2015
Embolia pulmonar ou trombose venosa profunda pós-operatória — cada unidade do Grupo E contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Etaxa do país
A referência é a taxa do Grupo E — 485 por 100 mil contra 389 por 100 mil no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. 2 unidades saem dos limites — ULS Coimbra, ULS São João. Dentro do funil: com 2737 episódios, este valor não se distingue das outras unidades do Grupo E.
Cautela. Depende de se procurar. Um hospital que faça mais exames de imagem encontra mais tromboses — o chamado viés de deteção — e aparece pior do que um que as não procure.
Infeções da corrente sanguínea associadas a cateter venoso central
12 meses até mai. 2026
0,0 ‰
■em linha com a mediana nacional
▼100 % abaixo da mediana do Grupo E (6 unidades semelhantes: 0,45 ‰)
0 em 3645
Episódios por mil em que o doente contraiu uma infeção da corrente sanguínea associada ao cateter venoso central, em adultos e em neonatologia. É a infeção hospitalar sobre a qual há mais evidência de que se previne com protocolo — as chamadas «bundles» de colocação e manutenção.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 5,2 ‰ em jan. 2021 · mínimo 0,0 ‰ em mar. 2015
Infeções da corrente sanguínea associadas a cateter venoso central — cada unidade do Grupo E contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Etaxa do país
A referência é a taxa do Grupo E — 0,45 ‰ contra 0,27 ‰ no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. Nenhuma unidade do Grupo E sai dos limites neste indicador. Dentro do funil: com 3645 episódios, este valor não se distingue das outras unidades do Grupo E.
Cautela. Depende do registo e da procura ativa: um serviço que faça hemoculturas por rotina encontra mais infeções do que um que só as peça perante suspeita clínica.
Lacerações graves em partos vaginais instrumentados
12 meses até mai. 2026
1,8 %
▼1,4 pontos abaixo da mediana nacional
▼2,1 pontos abaixo da mediana do Grupo E (6 unidades semelhantes: 3,8 %)
2 em 112
mediana
0,0 %16,2 %
Lacerações de 3.º e 4.º grau — as que atingem o esfíncter anal — em partos vaginais assistidos por fórceps ou ventosa. É um dos indicadores de segurança obstétrica da OCDE.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 15,0 % em nov. 2024 · mínimo 0,0 % em fev. 2015
Lacerações graves em partos vaginais instrumentados — cada unidade do Grupo E contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Etaxa do país
A referência é a taxa do Grupo E — 4,2 % contra 3,7 % no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. 1 unidade sai dos limites — ULS São José. Dentro do funil: com 112 episódios, este valor não se distingue das outras unidades do Grupo E.
Cautela. O parto instrumentado tem, por si, mais risco de laceração grave do que o parto espontâneo; por isso os dois indicadores estão separados e não se somam. Também aqui o registo pesa: uma laceração não codificada não aparece.
Lacerações graves em partos vaginais não instrumentados
12 meses até mai. 2026
0,0 %
▼0,6 pontos abaixo da mediana nacional
▼0,9 pontos abaixo da mediana do Grupo E (6 unidades semelhantes: 0,9 %)
0 em 288
mediana
0,0 %3,4 %
Lacerações de 3.º e 4.º grau em partos vaginais espontâneos, sem fórceps nem ventosa.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 3,2 % em jun. 2019 · mínimo 0,0 % em fev. 2015
Lacerações graves em partos vaginais não instrumentados — cada unidade do Grupo E contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Etaxa do país
A referência é a taxa do Grupo E — 1,0 % contra 0,8 % no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. Nenhuma unidade do Grupo E sai dos limites neste indicador. Dentro do funil: com 288 episódios, este valor não se distingue das outras unidades do Grupo E.
Cautela. Não está ajustado ao risco da grávida. Tal como no parto instrumentado, um valor baixo pode significar menos lesões ou menos registo.
▼30 % abaixo da mediana do Grupo E (6 unidades semelhantes: 1042 por 100 mil)
9 em 1235
Casos de sépsis surgidos depois de uma cirurgia programada, por cada 100 000 episódios cirúrgicos elegíveis. Conta apenas cirurgia eletiva: uma infeção generalizada a seguir a uma operação marcada com antecedência é o tipo de acontecimento que a segurança hospitalar existe para evitar.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 4082 por 100 mil em fev. 2021 · mínimo 0 por 100 mil em jun. 2016
Sépsis pós-operatória — cada unidade do Grupo E contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Etaxa do país
A referência é a taxa do Grupo E — 1106 por 100 mil contra 738 por 100 mil no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. 1 unidade sai dos limites — ULS Santa Maria. Dentro do funil: com 1235 episódios, este valor não se distingue das outras unidades do Grupo E.
Cautela. Sensível à codificação e ao perfil dos doentes operados. Hospitais que operam doentes mais complexos têm mais risco, e o indicador não o ajusta.
▼55 % abaixo da mediana do Grupo E (6 unidades semelhantes: 1,05 ‰)
1 em 2113
Episódios de internamento por mil em que o doente desenvolveu uma úlcera de pressão. O denominador já exclui os episódios em que a úlcera não é atribuível ao internamento — estadias curtas e doentes admitidos com a lesão, entre outros.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 9,37 ‰ em abr. 2021 · mínimo 0,0 ‰ em ago. 2015
Úlceras de pressão adquiridas no internamento — cada unidade do Grupo E contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Etaxa do país
A referência é a taxa do Grupo E — 0,95 ‰ contra 0,85 ‰ no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. Nenhuma unidade do Grupo E sai dos limites neste indicador. Dentro do funil: com 2113 episódios, este valor não se distingue das outras unidades do Grupo E.
Cautela. Depende do registo. Um hospital que codifique bem as suas úlceras aparece pior do que um que as não registe — e a diferença entre unidades pode medir a qualidade do registo em vez da qualidade do cuidado.
Enfermeiros e úlceras de pressão, unidade a unidade
Nas 42 unidades com os dois valores, a correlação é 0,33 — uma relação fraca. O terço com mais doentes padrão por enfermeiro tem mediana de 0,94 ‰; o terço com menos, 0,68 ‰.
As 5 unidades do Grupo E — as que se comparam com esta — estão marcadas a cheio.
É a relação mais documentada em investigação de serviços de saúde, e aparece nos dados portugueses — mas isto são 42 unidades, não 42 mil doentes. Uma associação entre hospitais não prova nada sobre um doente em concreto, e o que aqui se vê pode ser dotação de enfermagem, complexidade dos doentes, ou apenas hospitais que registam melhor as suas úlceras.
Segurança e mortalidade ajustada ao risco — dois métodos independentes
Nas 39 unidades com os dois valores, a correlação é 0,01 — nenhuma relação visível. O terço com mais índice de segurança tem mediana de 1,11; o terço com menos, 0,98.
As 4 unidades do Grupo E — as que se comparam com esta — estão marcadas a cheio.
O eixo horizontal resume os seis indicadores de segurança em desvios face à taxa do país; o vertical é o rácio entre mortes observadas e esperadas, padronizado por capítulo de diagnóstico, idade e sexo. Medem coisas diferentes por caminhos diferentes: concordarem reforça ambos, discordarem diz que cada um vê o que o outro não vê. Nenhum dos dois mede a qualidade do cuidado diretamente.
Capacidade
Meios humanos e atividade
Proporção de cirurgias urgentes no total
12 meses até mai. 2026
13,0 %
mediana nacional: 10,9 %
3390 em 26 026
mediana
7,5 %44,5 %
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 41,9 % em abr. 2020 · mínimo 10,0 % em mai. 2021
Unidades de produção ajustadas à complexidade por cada médico equivalente a tempo completo. É a medida de produtividade que a ACSS usa, e a única que permite comparar quadros médicos de hospitais que tratam coisas diferentes.
jan. 2013reforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 11 em jun. 2013 · mínimo 3 em abr. 2020
A fonte não apurou 6 meses (mar. 2025 a ago. 2025). Publicou 0,0 % onde não tem apuramento, depois de a instituição vir a reportar valores — e um zero desses leria-se aqui como o melhor resultado do país. Esses meses ficam de fora do valor, do gráfico e da mediana nacional.
Cautela. Um valor alto tanto pode significar uma equipa produtiva como uma equipa a menos para o trabalho que tem. O indicador não distingue as duas coisas, e a leitura isolada de qualquer uma delas seria abusiva.
Máximo 1880 em out. 2025 · mínimo 1184 em jan. 2015
Cautela. Descontinuidade em janeiro de 2024: a reforma ULS integrou os agrupamentos de centros de saúde nas mesmas entidades, e os efetivos saltam +21 % (médicos +33 %) de dezembro de 2023 para dezembro de 2024. Não é contratação — é mudança de perímetro. Confirmado contra o INE em reference/VALIDACAO-EXTERNA.md.
■em linha com a mediana nacionalda mediana do Grupo E (6 unidades semelhantes: 4,6 %)
324 em 7076
mediana
1,2 %8,2 %
Proporção de internamentos que passaram dos 30 dias. Uma parte destes são doentes que já têm alta clínica e continuam na cama por não haver resposta social ou de cuidados continuados — camas de agudos ocupadas por quem já não precisa delas.
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 7,7 % em fev. 2021 · mínimo 1,6 % em mar. 2026
Cautela. Mede tanto a eficiência do hospital como a falta de respostas fora dele. A causa não vem nos dados.
Cautela. Descontinuidade em janeiro de 2024: a reforma ULS integrou os agrupamentos de centros de saúde nas mesmas entidades, e os efetivos saltam +21 % (médicos +33 %) de dezembro de 2023 para dezembro de 2024. Não é contratação — é mudança de perímetro. Confirmado contra o INE em reference/VALIDACAO-EXTERNA.md.
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 92,9 % em set. 2021 · mínimo 57,9 % em abr. 2020
Cautela. O denominador é a lotação praticada, que varia com camas abertas e encerradas. Ocupação alta pode significar eficiência ou pressão excessiva; ocupação baixa pode significar folga ou camas encerradas por falta de pessoal.
Máximo 5796 em jan. 2026 · mínimo 3642 em dez. 2014
Cautela. É um efetivo num momento, não um fluxo: somar meses não faz sentido — a ficha mostra o último período. Descontinuidade em janeiro de 2024: a reforma ULS integrou os centros de saúde nas mesmas entidades, e os efetivos saltam +21 % (médicos +33 %) sem que ninguém tenha sido contratado. Ver reference/VALIDACAO-EXTERNA.md.
▼146 % abaixo da mediana do Grupo E (6 unidades semelhantes: 5,4 M€)
mediana
-11,8 M€123,3 M€
jan. 2014reforma ULS, jan. 2024abr. 2026
Máximo 114,0 M€ em nov. 2023 · mínimo -2,5 M€ em abr. 2026
Cautela. É um saldo em dívida numa data, não uma despesa do período: somar meses contaria a mesma dívida vezes sem conta. A ficha mostra o último período.
Gastos com fornecimentos e serviços externos por doente padrão
12 meses até mai. 2026
2450 €
mediana nacional: 3500 €
199 462 919 em 81 406
Tudo o que a instituição compra fora: meios complementares de diagnóstico contratados, limpeza, alimentação, manutenção, prestações de serviços clínicos. Por unidade de produção ajustada.
jan. 2018metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 6001 € em abr. 2024 · mínimo -1937 € em dez. 2024
Cautela. Uma unidade que contrate serviços a terceiros troca gastos com pessoal por gastos aqui. Ler os dois em conjunto diz mais do que qualquer um sozinho.
O que a unidade gasta, por mês, por cada pessoa inscrita na sua área. Multiplicado por doze dá a despesa anual por pessoa. Só existe a partir de 2024, e só faz sentido a partir daí: antes da reforma das ULS um hospital não tinha população inscrita, tinha doentes que lhe chegavam.
jan. 2024metade das unidadesmediana nacionalmai. 2026
Máximo 150 € em abr. 2024 · mínimo 73 € em fev. 2024
Cautela. Depende da estrutura etária e da doença da população servida, que o indicador não ajusta. Uma população envelhecida custa legitimamente mais.
Peso do trabalho extraordinário e suplementos nos gastos com pessoal
12 meses até mai. 2026
17,7 %
■em linha com a mediana nacional
47 952 em 270 202
mediana
0,0 %60,8 %
Proporção da despesa com pessoal que vai para horas extraordinárias e suplementos: quanto da atividade é assegurado fora do horário normal. A causa — falta de quadros, escalas de urgência, opção de gestão — não vem nos dados, e o número por si não a distingue.
jan. 2018metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 56,3 % em jun. 2023 · mínimo 0,1 % em abr. 2026