Dados do Portal da Transparência do SNS, publicados pela ACSS, DE-SNS, INFARMED, SPMS e INEM, e do registo de contratos públicos do IMPIC (domínio público). Reutilizados ao abrigo da Lei n.º 68/2021. Não é um serviço oficial do SNS.
Porto · Norte
ULS Médio Ave
Unidade Local de Saúde do Médio Ave, E. P. E.
Indicadores
51
Dados desde
2013
Natureza
Unidade Local de Saúde
Compara-se com
8 unidades
Mortalidade ajustada ao risco
1,09
9 % mais óbitos do que o esperado
3572 óbitos observados, 3280 esperados · intervalo de 95 %: 1,05 a 1,13
Comparação corrigida pelo tipo de doentes que a unidade recebe — capítulo de diagnóstico, idade e sexo. É o único indicador desta página que permite comparar mortalidade entre hospitais. Período: 2021-01 a 2025-10.
É a população pela qual esta unidade é responsável, e o denominador que torna as contagens comparáveis entre unidades de dimensão diferente.
Poupança estimada pela ACSS
21,6 M€
é o que a ACSS estimava, em 2023, que esta unidade pouparia em gastos operacionais se igualasse a mais eficiente do Grupo B
resultado operacional de -10,3 M€, que passaria a 11,4 M€
Estimativa da ACSS, indicativa e não cumulativa: reflete o posicionamento face à unidade mais eficiente do grupo, não uma medida de desperdício. A unidade mais eficiente tem, por construção, poupança zero. A ACSS deixou de fazer este cálculo para as Unidades Locais de Saúde depois da reforma de 2024 — 2023 é o último ano em que cobriu o sistema.
Contratos públicos
92,6 M€
1505 contratos, 2014–2026
13 % do valor por ajuste direto
678 € contratados por doente padrão, em 2024–2026
3809 € acrescentados a 5 contratos depois de assinados
Medicamentos e equipamento médico30,0 M€
Combustíveis e eletricidade29,9 M€
Trabalhos de construção8,9 M€
Maior fornecedor: E.D.P. (23,7 M€). O ajuste direto é legal, mas concentrar nele a despesa reduz a concorrência. Fonte: IMPIC · Portal BASE — o registo integral dos contratos públicos do país, em domínio público.
Leitura de conjunto
27 indicadores comparáveis
Face à mediana das 43 unidades do SNS, a ULS Médio Ave está 9 vezes melhor, 6 vezes em linha e 12 vezes pior, nos 27 indicadores em que a comparação faz sentido.
Cautela. Isto é uma contagem, não uma avaliação. Salvo a mortalidade ajustada ao risco, nenhum destes indicadores corrige o tipo de doentes que a unidade recebe: um hospital que trata casos mais graves fica abaixo da mediana sem que isso signifique piores cuidados. Estar acima em mais indicadores do que abaixo não faz de uma unidade melhor do que outra. 24 indicadores ficaram de fora por serem neutros — subir ou descer não é bom nem mau.
Acesso
Quanto se espera para ser atendido
Consultas médicas hospitalares
12 meses até mai. 2026
165 193
mediana nacional: 289 709
672,8 por mil utentes inscritos · mediana nacional 1013,0
jan. 2013reforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 16 746 em out. 2024 · mínimo 6750 em abr. 2020
Atendimentos em urgência com prioridade alta (vermelho e laranja)
12 meses até mai. 2026
10,7 %
mediana nacional: 10,7 %
11 368 em 105 807
mediana
6,9 %16,2 %
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 15,5 % em jan. 2015 · mínimo 7,6 % em abr. 2022
Cautela. Uma proporção alta de prioridades urgentes pode indicar boa filtragem da procura não urgente, ou uma população mais doente. Não é, por si, medida de qualidade.
■em linha com a mediana nacionalda mediana do Grupo B (9 unidades semelhantes: 4,1 %)
2285 em 56 245
mediana
0,5 %7,3 %
Proporção do consumo hospitalar de antibióticos que corresponde a carbapenemes, medida em dose diária definida. São antibióticos de última linha para bactérias multirresistentes: quanto mais se usam, mais depressa se perde a única arma que resta contra elas.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024abr. 2026
Máximo 6,8 % em ago. 2024 · mínimo 0,9 % em out. 2019
Cautela. Não está ajustado ao doente. Um centro oncológico, de transplantação ou com muitos cuidados intensivos usa legitimamente mais carbapenemes, porque trata doentes imunodeprimidos e com infeções mais graves. É uma proporção, não um volume: um hospital que reduza todos os antibióticos por igual mantém o mesmo valor. A fonte atribui a cada hospital um grupo de comparação da ACSS (A a F, mais psiquiátricos), que seria a base justa para comparar — o snsRadar mostra por agora a mediana de todas as unidades.
▼20 % abaixo da mediana do Grupo B (9 unidades semelhantes: 28,6 por 1000 dias)
2488 em 108 415
O mesmo, restrito aos carbapenemes — os antibióticos de última linha para bactérias multirresistentes. Lido ao lado do peso dos carbapenemes, separa duas coisas que a proporção confunde: usar muitos antibióticos e usar os errados.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024abr. 2026
Máximo 36,2 por 1000 dias em out. 2016 · mínimo 6,1 por 1000 dias em out. 2019
Cautela. Ver o consumo total. Um centro oncológico ou de transplantação usa legitimamente mais carbapenemes.
Peso das fluoroquinolonas no consumo de antibióticos
12 meses até abr. 2026
6,8 %
▲2,3 pontos acima da mediana nacional
▲2,7 pontos acima da mediana do Grupo B (9 unidades semelhantes: 4,1 %)
4749 em 69 561
mediana
1,9 %14,1 %
Proporção do consumo hospitalar de antibióticos que corresponde a fluoroquinolonas. São um alvo clássico dos programas de uso responsável: selecionam resistências com rapidez e estão associadas à infeção por Clostridioides difficile.
Consumo total de antibióticos por 1000 dias de internamento
12 meses até abr. 2026
515,1 por 1000 dias
▼28 % abaixo da mediana nacional
56 245 em 109 189
Doses diárias definidas de antibiótico por cada mil dias de internamento. É a medida com que a ECDC compara hospitais e países — e, ao contrário do peso de cada classe, mede quanto se usa e não só o quê.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024abr. 2026
Máximo 772,8 por 1000 dias em jun. 2024 · mínimo 428,6 por 1000 dias em set. 2024
Cautela. Junta duas fontes com perímetros próprios: as DDD são de todo o hospital e os dias de internamento só do internamento. Um hospital com muito ambulatório ou hospital de dia aparece com consumo mais alto por dia de cama sem que isso signifique prescrever pior. Também não está ajustado ao doente.
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 51,5 % em jan. 2025 · mínimo 19,4 % em jan. 2014
Cautela. Não ajustado ao risco. Maternidades que recebem gravidezes de alto risco, ou que servem populações mais velhas, têm taxas legitimamente mais altas. Uma taxa acima da referência não indica, por si só, má prática.
Referência histórica da OMS: 10 a 15 %. É o consenso de 1985 — em 2015 a OMS deixou de fixar um alvo, por concluir que a taxa ideal é desconhecida e que, acima de 10 %, mais cesarianas não estão associadas a menos mortes de mães ou de recém-nascidos. Está na escala como marco de leitura, não como meta a atingir. Organização Mundial da Saúde, Declaração sobre taxas de cesarianas, 2015 (WHO/RHR/15.02).
Cesarianas em gravidezes de termo, feto único e de cabeça para baixo
12 meses até mai. 2026
41,4 %
▲3,6 pontos acima da mediana nacional
276 em 666
mediana
21,2 %63,5 %
A taxa de cesarianas restrita às gravidezes de um só feto, de cabeça para baixo, às 37 semanas ou mais — fora ficam as situações em que a cesariana é quase sempre a decisão certa: prematuridade, apresentação pélvica, gémeos. Não exclui, porém, as mulheres com cesariana anterior.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024fev. 2026
Máximo 60,6 % em fev. 2026 · mínimo 24,1 % em mar. 2015
Cautela. Sobe acima da taxa global em 35 das 37 maternidades, e a razão está no indicador seguinte: quem já teve uma cesariana volta quase sempre a tê-la, e esses partos são de termo, unifetais e cefálicos — caem todos dentro deste grupo. Não é, por isso, a medida ajustada ao risco que o nome sugere: para isso seria preciso excluir também a cesariana anterior, e a ACSS não publica esse indicador de forma utilizável (ver reference/NOTAS.md, secção 22).
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 26,7 % em jan. 2023 · mínimo 0,0 % em jan. 2019
Cautela. A fonte publica apenas a taxa, sem numerador nem denominador. Não é possível agregar corretamente vários meses nem ajustar ao risco: mostramos o valor mensal tal como publicado, sem o somar a outros períodos.
Entre as grávidas de termo, com um só feto de cabeça para baixo e uma cesariana anterior, a proporção que teve parto vaginal. Mede se o hospital oferece essa possibilidade ou se trata a cesariana anterior como decisão definitiva. Em Portugal, a mediana das maternidades é de zero: a primeira cesariana determina, na prática, todos os partos seguintes.
jun. 2015mediana nacionaljul. 2016
Máximo 40,0 % em jun. 2015 · mínimo 28,6 % em jul. 2016
Cautela. Nem toda a mulher com cesariana anterior é candidata a parto vaginal, e a escolha informada da grávida é uma razão legítima para não o tentar. Uma taxa alta não é, por si, melhor cuidado.
▼1,3 pontos abaixo da mediana do Grupo B (9 unidades semelhantes: 7,6 %)
491 em 7801
mediana
3,3 %10,5 %
Proporção de doentes que voltaram a ser internados no prazo de 30 dias após a alta. É a medida clássica de alta prematura ou de continuidade de cuidados mal assegurada depois de sair do hospital.
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mar. 2026
Máximo 10,0 % em ago. 2015 · mínimo 3,8 % em out. 2020
Cautela. Não está ajustado à gravidade. Doentes crónicos e idosos reinternam mais por razões alheias ao internamento anterior — e um hospital que trate doentes mais graves aparece pior sem que isso signifique pior cuidado.
Porque é que a taxa sobe quando se olha para o grupo de menor risco
Sobe em 35 das 37 maternidades do país: a mediana passa de 33,7 % para 37,9 %. A causa está no indicador de partos vaginais após cesariana, acima: quem já teve uma cesariana volta quase sempre a tê-la, e esses partos são de termo, unifetais e cefálicos.
Segurança
Danos que o internamento causou, e não a doença
Embolia pulmonar ou trombose venosa profunda pós-operatória
12 meses até mai. 2026
303 por 100 mil
▼12 % abaixo da mediana nacional
■em linha com a mediana nacionalda mediana do Grupo B (9 unidades semelhantes: 303 por 100 mil)
5 em 1649
Coágulos surgidos depois da cirurgia, por cada 100 000 episódios cirúrgicos elegíveis. É um evento em grande parte evitável com profilaxia adequada, e por isso é usado como medida de segurança e não de gravidade.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024fev. 2026
Máximo 1596 por 100 mil em ago. 2022 · mínimo 0 por 100 mil em jan. 2015
Embolia pulmonar ou trombose venosa profunda pós-operatória — cada unidade do Grupo B contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Btaxa do país
A referência é a taxa do Grupo B — 266 por 100 mil contra 389 por 100 mil no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. Nenhuma unidade do Grupo B sai dos limites neste indicador. Dentro do funil: com 1649 episódios, este valor não se distingue das outras unidades do Grupo B.
Cautela. Depende de se procurar. Um hospital que faça mais exames de imagem encontra mais tromboses — o chamado viés de deteção — e aparece pior do que um que as não procure.
Infeções da corrente sanguínea associadas a cateter venoso central
12 meses até mai. 2026
0,0 ‰
■em linha com a mediana nacional
0 em 4766
Episódios por mil em que o doente contraiu uma infeção da corrente sanguínea associada ao cateter venoso central, em adultos e em neonatologia. É a infeção hospitalar sobre a qual há mais evidência de que se previne com protocolo — as chamadas «bundles» de colocação e manutenção.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mar. 2026
Máximo 2,01 ‰ em nov. 2021 · mínimo 0,0 ‰ em jan. 2015
Infeções da corrente sanguínea associadas a cateter venoso central — cada unidade do Grupo B contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Btaxa do país
A referência é a taxa do Grupo B — 0,0 ‰ contra 0,27 ‰ no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. Nenhuma unidade do Grupo B sai dos limites neste indicador. Dentro do funil: com 4766 episódios, este valor não se distingue das outras unidades do Grupo B.
Cautela. Depende do registo e da procura ativa: um serviço que faça hemoculturas por rotina encontra mais infeções do que um que só as peça perante suspeita clínica.
Lacerações graves em partos vaginais instrumentados
12 meses até mai. 2026
4,7 %
▲1,6 pontos acima da mediana nacional
▲3,1 pontos acima da mediana do Grupo B (6 unidades semelhantes: 1,6 %)
8 em 169
mediana
0,0 %32,4 %
Lacerações de 3.º e 4.º grau — as que atingem o esfíncter anal — em partos vaginais assistidos por fórceps ou ventosa. É um dos indicadores de segurança obstétrica da OCDE.
jul. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024jan. 2026
Máximo 30,0 % em set. 2019 · mínimo 0,0 % em jul. 2015
Lacerações graves em partos vaginais instrumentados — cada unidade contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa nacional
Não há episódios que cheguem para estimar a taxa do grupo, e a referência é a do país. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. 1 unidade sai dos limites — ULS São José. Dentro do funil: com 169 episódios, este valor não se distingue do resto do país.
Cautela. O parto instrumentado tem, por si, mais risco de laceração grave do que o parto espontâneo; por isso os dois indicadores estão separados e não se somam. Também aqui o registo pesa: uma laceração não codificada não aparece.
Lacerações graves em partos vaginais não instrumentados
12 meses até mai. 2026
1,7 %
▲1,1 pontos acima da mediana nacional
▲1,2 pontos acima da mediana do Grupo B (6 unidades semelhantes: 0,5 %)
7 em 410
mediana
0,0 %5,1 %
Lacerações de 3.º e 4.º grau em partos vaginais espontâneos, sem fórceps nem ventosa.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024jan. 2026
Máximo 4,8 % em fev. 2022 · mínimo 0,0 % em jan. 2015
Lacerações graves em partos vaginais não instrumentados — cada unidade do Grupo B contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Btaxa do país
A referência é a taxa do Grupo B — 0,6 % contra 0,8 % no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. Nenhuma unidade do Grupo B sai dos limites neste indicador. Dentro do funil: com 410 episódios, este valor não se distingue das outras unidades do Grupo B.
Cautela. Não está ajustado ao risco da grávida. Tal como no parto instrumentado, um valor baixo pode significar menos lesões ou menos registo.
■em linha com a mediana nacionalda mediana do Grupo B (9 unidades semelhantes: 294 por 100 mil)
2 em 680
Casos de sépsis surgidos depois de uma cirurgia programada, por cada 100 000 episódios cirúrgicos elegíveis. Conta apenas cirurgia eletiva: uma infeção generalizada a seguir a uma operação marcada com antecedência é o tipo de acontecimento que a segurança hospitalar existe para evitar.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024fev. 2026
Máximo 3448 por 100 mil em abr. 2020 · mínimo 0 por 100 mil em jan. 2015
Sépsis pós-operatória — cada unidade do Grupo B contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Btaxa do país
A referência é a taxa do Grupo B — 369 por 100 mil contra 738 por 100 mil no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. 1 unidade sai dos limites — ULS Castelo Branco. Dentro do funil: com 680 episódios, este valor não se distingue das outras unidades do Grupo B.
Cautela. Sensível à codificação e ao perfil dos doentes operados. Hospitais que operam doentes mais complexos têm mais risco, e o indicador não o ajusta.
▲116 % acima da mediana do Grupo B (9 unidades semelhantes: 0,35 ‰)
2 em 2634
Episódios de internamento por mil em que o doente desenvolveu uma úlcera de pressão. O denominador já exclui os episódios em que a úlcera não é atribuível ao internamento — estadias curtas e doentes admitidos com a lesão, entre outros.
jan. 2015metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mar. 2026
Máximo 4,0 ‰ em mar. 2024 · mínimo 0,0 ‰ em jan. 2015
Úlceras de pressão adquiridas no internamento — cada unidade do Grupo B contra a sua dimensão
limites de 95 % e 99,8 %taxa do Grupo Btaxa do país
A referência é a taxa do Grupo B — 0,36 ‰ contra 0,85 ‰ no país —, porque comparar com o conjunto diria mais sobre o grupo a que esta unidade pertence do que sobre ela. Dentro do funil, a distância à referência é acaso: com poucos episódios, um caso a mais move muito a taxa. Nenhuma unidade do Grupo B sai dos limites neste indicador. Dentro do funil: com 2634 episódios, este valor não se distingue das outras unidades do Grupo B.
Cautela. Depende do registo. Um hospital que codifique bem as suas úlceras aparece pior do que um que as não registe — e a diferença entre unidades pode medir a qualidade do registo em vez da qualidade do cuidado.
Enfermeiros e úlceras de pressão, unidade a unidade
Nas 42 unidades com os dois valores, a correlação é 0,33 — uma relação fraca. O terço com mais doentes padrão por enfermeiro tem mediana de 0,94 ‰; o terço com menos, 0,68 ‰.
As 8 unidades do Grupo B — as que se comparam com esta — estão marcadas a cheio.
É a relação mais documentada em investigação de serviços de saúde, e aparece nos dados portugueses — mas isto são 42 unidades, não 42 mil doentes. Uma associação entre hospitais não prova nada sobre um doente em concreto, e o que aqui se vê pode ser dotação de enfermagem, complexidade dos doentes, ou apenas hospitais que registam melhor as suas úlceras.
Segurança e mortalidade ajustada ao risco — dois métodos independentes
Nas 39 unidades com os dois valores, a correlação é 0,01 — nenhuma relação visível. O terço com mais índice de segurança tem mediana de 1,11; o terço com menos, 0,98.
As 8 unidades do Grupo B — as que se comparam com esta — estão marcadas a cheio.
O eixo horizontal resume os seis indicadores de segurança em desvios face à taxa do país; o vertical é o rácio entre mortes observadas e esperadas, padronizado por capítulo de diagnóstico, idade e sexo. Medem coisas diferentes por caminhos diferentes: concordarem reforça ambos, discordarem diz que cada um vê o que o outro não vê. Nenhum dos dois mede a qualidade do cuidado diretamente.
Capacidade
Meios humanos e atividade
Proporção de cirurgias urgentes no total
12 meses até mai. 2026
20,8 %
mediana nacional: 10,9 %
1784 em 8590
mediana
4,3 %69,2 %
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 64,7 % em abr. 2020 · mínimo 8,8 % em out. 2013
Unidades de produção ajustadas à complexidade por cada médico equivalente a tempo completo. É a medida de produtividade que a ACSS usa, e a única que permite comparar quadros médicos de hospitais que tratam coisas diferentes.
jan. 2013reforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 11 em set. 2019 · mínimo 1 em ago. 2024
Cautela. Um valor alto tanto pode significar uma equipa produtiva como uma equipa a menos para o trabalho que tem. O indicador não distingue as duas coisas, e a leitura isolada de qualquer uma delas seria abusiva.
Cautela. Descontinuidade em janeiro de 2024: a reforma ULS integrou os agrupamentos de centros de saúde nas mesmas entidades, e os efetivos saltam +21 % (médicos +33 %) de dezembro de 2023 para dezembro de 2024. Não é contratação — é mudança de perímetro. Confirmado contra o INE em reference/VALIDACAO-EXTERNA.md.
Proporção de internamentos que passaram dos 30 dias. Uma parte destes são doentes que já têm alta clínica e continuam na cama por não haver resposta social ou de cuidados continuados — camas de agudos ocupadas por quem já não precisa delas.
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mar. 2026
Máximo 7,3 % em abr. 2020 · mínimo 1,1 % em jan. 2013
Cautela. Mede tanto a eficiência do hospital como a falta de respostas fora dele. A causa não vem nos dados.
Cautela. Descontinuidade em janeiro de 2024: a reforma ULS integrou os agrupamentos de centros de saúde nas mesmas entidades, e os efetivos saltam +21 % (médicos +33 %) de dezembro de 2023 para dezembro de 2024. Não é contratação — é mudança de perímetro. Confirmado contra o INE em reference/VALIDACAO-EXTERNA.md.
jan. 2013metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 137,4 % em jun. 2015 · mínimo 61,9 % em ago. 2013
Cautela. O denominador é a lotação praticada, que varia com camas abertas e encerradas. Ocupação alta pode significar eficiência ou pressão excessiva; ocupação baixa pode significar folga ou camas encerradas por falta de pessoal.
Máximo 2059 em jun. 2026 · mínimo 1046 em jun. 2016
Cautela. É um efetivo num momento, não um fluxo: somar meses não faz sentido — a ficha mostra o último período. Descontinuidade em janeiro de 2024: a reforma ULS integrou os centros de saúde nas mesmas entidades, e os efetivos saltam +21 % (médicos +33 %) sem que ninguém tenha sido contratado. Ver reference/VALIDACAO-EXTERNA.md.
▲583 % acima da mediana do Grupo B (9 unidades semelhantes: 3,1 M€)
mediana
612 391 €23,0 M€
jan. 2014reforma ULS, jan. 2024abr. 2026
Máximo 21,5 M€ em abr. 2026 · mínimo 2,2 M€ em abr. 2016
Cautela. É um saldo em dívida numa data, não uma despesa do período: somar meses contaria a mesma dívida vezes sem conta. A ficha mostra o último período.
Gastos com fornecimentos e serviços externos por doente padrão
12 meses até mai. 2026
6644 €
mediana nacional: 3500 €
109 631 893 em 16 501
Tudo o que a instituição compra fora: meios complementares de diagnóstico contratados, limpeza, alimentação, manutenção, prestações de serviços clínicos. Por unidade de produção ajustada.
jan. 2018metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 8360 € em ago. 2025 · mínimo -5236 € em nov. 2024
Cautela. Uma unidade que contrate serviços a terceiros troca gastos com pessoal por gastos aqui. Ler os dois em conjunto diz mais do que qualquer um sozinho.
O que a unidade gasta, por mês, por cada pessoa inscrita na sua área. Multiplicado por doze dá a despesa anual por pessoa. Só existe a partir de 2024, e só faz sentido a partir daí: antes da reforma das ULS um hospital não tinha população inscrita, tinha doentes que lhe chegavam.
jan. 2024metade das unidadesmediana nacionalmai. 2026
Máximo 110 € em nov. 2025 · mínimo 25 € em nov. 2024
Cautela. Depende da estrutura etária e da doença da população servida, que o indicador não ajusta. Uma população envelhecida custa legitimamente mais.
Peso do trabalho extraordinário e suplementos nos gastos com pessoal
12 meses até mai. 2026
18,8 %
▲0,8 pontos acima da mediana nacional
■em linha com a mediana nacionalda mediana do Grupo B (9 unidades semelhantes: 18,6 %)
19 444 em 103 431
mediana
3,8 %54,0 %
Proporção da despesa com pessoal que vai para horas extraordinárias e suplementos: quanto da atividade é assegurado fora do horário normal. A causa — falta de quadros, escalas de urgência, opção de gestão — não vem nos dados, e o número por si não a distingue.
jan. 2018metade das unidadesmediana nacionalreforma ULS, jan. 2024mai. 2026
Máximo 50,6 % em jun. 2020 · mínimo 7,3 % em nov. 2018